quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vereadores de Paraguaçu Paulista votam contra emendas que iriam beneficiar promoção humana!

Dia 06 de dezembro ocorreu na Câmra Municipal de Paraguaçu Paulista, a última sessão ordinária foi realizada. Sob a expectativa do orçamento, muitos compareceram a sessão, uma vez que dentre o que iria ser apreciado, estavam emendas parlamentares destinadas a promover ações sociais em prol da população paraguaçuense. Das três emendas apresentadas, a número 005/2010, de autoria da Vereadora e presidente da Câmara Municipal, Almira Ribas Garmas, concedia uma verba para formação de uma orquestra sinfônica. A de número 006/2010, de autoria do vereador Edivaldo Vieira da Rocha, destinava uma verba para construção de um albergue na cidade. Por fim a de número 007/2010, de autoria do Vereador João Rio, concedia uma verba para Associação de Combate ao Cancer. Por mais absurdo que seja, todas as emendas foram rejeitadas pela maioria dos vereadores, uma atitude que segundo estes que votaram contra, foi em benefício das constas públicas. No entanto, contas públicas sem investimentos sociais, são contas mortas. Todas as emendas propostas ressaltavam direitos fundamentais da pessoa humana: cultura e dignidade! Os vereadores que votaram contra foram: Miguel Canezares, Nilson Carlos, Mauro Godin, Rafael de Castro, Rodrigo Garms e Paulo Roberto (Paulo Japonês). Fica difícil tentar promover os direitos humanos, quando pessoas eleitas pelo povo que deveriam zelar por eles, são os primeiros a rejeitarem ações que ao menos tentariam atuar em benefício da sociedade como um todo!

Ministro do Supremo: Ari Pargendler comete atitude racista contra estagiário



A testemunha descreve a cena tal qual a vítima fez constar no boletim de ocorrência. Por volta das 16h do dia 19 de outubro, o estagiário, após entregar um processo na seção de documentos administrativos, que fica no subsolo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, dirigiu-se para a agência do Banco do Brasil no complexo de prédios da corte a fim de fazer um depósito por envelope para uma amiga. Vestindo camisa polo, calça jeans e sapato social, foi informado por um funcionário da agência de que em apenas um dos caixas eletrônicos poderia ser feita a transação. Justamente aquele, em uso por um homem de terno e gravata, aparentando 1,60 metro, que ele inicialmente não reconheceu. Postou-se atrás de linha de espera, traçada no chão da agência. O diálogo que se seguiu foi o seguinte:


- Quer sair daqui? Estou fazendo uma transação pessoal - disse o senhor, após voltar-se duas ou três vezes para trás, "de forma um tanto áspera", como relataria o jovem, em seu português impecável.
- Senhor, eu estou atrás da linha de espera. - foi a resposta, "em tom brando", como contou, ou "de forma muito educada", na confirmação da testemunha.
- Vá fazer o que tem que fazer em outro lugar! - esbravejou o homem em frente ao caixa eletrônico.
- Mas, senhor, minha transação só pode ser feita neste caixa...
- Fora daqui! - o grito, a essa altura, chamou a atenção de pessoas que passavam e aguardavam na agência.
E foi completada pelo veredicto, aos brados:
- Eu sou Ari Pargendler, presidente deste tribunal. Você está demitido, entendeu? Você está fora daqui, isto aqui acabou para você. De-mi-ti-do!
Assim terminou a carreira do estudante de administração Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, na segunda mais alta corte do País. Ele entrara no STJ no início do ano, após passar por um processo seletivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital federal, do qual participaram mais de 200 candidatos. Marco ficou entre os dez primeiros. Todos os dias, saía do apartamento onde mora com a mãe e o irmão em Valparaíso de Goiás, cidade-satélite a 35 km de Brasília, e levava uma hora de ônibus até chegar ao estágio. Dava expediente das 13h às 19h, pelo que recebia R$ 600 por mês, mais R$ 8 por dia de auxílio-transporte. Pouco importa. Martelo batido(até aqui tirado do site do jornal folha do estado de São paulo - http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,vou-vivendo-doutor-ari,649404,0.htm) Parece até um relato que não aconteceu, mas para o desespero de pessoas que prezam os direitos humaanos, infelizmente é verdade! Não é minha função questionar o gabarito do senhor Ministro, no entanto, como confiar numa pessoa que não respeita ou que suspeita de outra somente porque esta é negra? Ele e os demais ministros do Supremo tem temas na área dos direitos humanos para serem discutidos, votados e se tornarem súmulas vinculantes. Mas que capacidade tem uma Suprema Corte para julgar tais assuntos, enquanto um de seus mais experientes ministros possuem comportamentos racistas? O Supremo não pode deixar isto impune. Num país como o nosso onde a maioria da população negra ainda é messacrada pelas desigualdades sociais por conta de uma mentalidade racista não superada, é inadimissível que um Ministro que defende nossa Carta Constitucional(que condena tais atitudes), permaneça neste cargo, uma vez que naquele momento ele esuqeceu de todos os princípios existentes na Constituição Brasileira.

Julliana: uma morte que atinge todas as mulheres!




No dia 13 de fevereiro, pela amanhã foi assassinada de forma brutal, Juliana Honorato Pedroso, um crime que chocou a população da cidade de Paraguaçu Paulista. Este crime possui uma carga histórica muito grande, não é um simples crime protagonizado por um ex-marido que não aceitava a separação. O Brasil é um país que possui em suas raízes um ranço patriarcal que deixou seu mais escroto fruto: o machismo. Ainda existem homens que se acham os machões e querem que as mulheres sejam suas serviçais a todos os momentos. Este sentimento horrendo é produto de uma mentalidade colonial que o povo brasileiro ainda não superou. Por conta disso é que muitos crimes como este acontecem todos os dias e as autoridades na maoiria das vezes acabam por fazer vistas grossas. A moça Juliana é mais uma das 135 mil mulheres que ainda sofrem alguma agressão no nosso país todos os dias. Só a lei Maria da Penha por si só não adianta nada se não houver uma mobilização por parte de todos os setores da sociedade para que violências machistas e patriarcais como esta não voltem mais a acontecer!