quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ministro do Supremo: Ari Pargendler comete atitude racista contra estagiário



A testemunha descreve a cena tal qual a vítima fez constar no boletim de ocorrência. Por volta das 16h do dia 19 de outubro, o estagiário, após entregar um processo na seção de documentos administrativos, que fica no subsolo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, dirigiu-se para a agência do Banco do Brasil no complexo de prédios da corte a fim de fazer um depósito por envelope para uma amiga. Vestindo camisa polo, calça jeans e sapato social, foi informado por um funcionário da agência de que em apenas um dos caixas eletrônicos poderia ser feita a transação. Justamente aquele, em uso por um homem de terno e gravata, aparentando 1,60 metro, que ele inicialmente não reconheceu. Postou-se atrás de linha de espera, traçada no chão da agência. O diálogo que se seguiu foi o seguinte:


- Quer sair daqui? Estou fazendo uma transação pessoal - disse o senhor, após voltar-se duas ou três vezes para trás, "de forma um tanto áspera", como relataria o jovem, em seu português impecável.
- Senhor, eu estou atrás da linha de espera. - foi a resposta, "em tom brando", como contou, ou "de forma muito educada", na confirmação da testemunha.
- Vá fazer o que tem que fazer em outro lugar! - esbravejou o homem em frente ao caixa eletrônico.
- Mas, senhor, minha transação só pode ser feita neste caixa...
- Fora daqui! - o grito, a essa altura, chamou a atenção de pessoas que passavam e aguardavam na agência.
E foi completada pelo veredicto, aos brados:
- Eu sou Ari Pargendler, presidente deste tribunal. Você está demitido, entendeu? Você está fora daqui, isto aqui acabou para você. De-mi-ti-do!
Assim terminou a carreira do estudante de administração Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, na segunda mais alta corte do País. Ele entrara no STJ no início do ano, após passar por um processo seletivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital federal, do qual participaram mais de 200 candidatos. Marco ficou entre os dez primeiros. Todos os dias, saía do apartamento onde mora com a mãe e o irmão em Valparaíso de Goiás, cidade-satélite a 35 km de Brasília, e levava uma hora de ônibus até chegar ao estágio. Dava expediente das 13h às 19h, pelo que recebia R$ 600 por mês, mais R$ 8 por dia de auxílio-transporte. Pouco importa. Martelo batido(até aqui tirado do site do jornal folha do estado de São paulo - http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,vou-vivendo-doutor-ari,649404,0.htm) Parece até um relato que não aconteceu, mas para o desespero de pessoas que prezam os direitos humaanos, infelizmente é verdade! Não é minha função questionar o gabarito do senhor Ministro, no entanto, como confiar numa pessoa que não respeita ou que suspeita de outra somente porque esta é negra? Ele e os demais ministros do Supremo tem temas na área dos direitos humanos para serem discutidos, votados e se tornarem súmulas vinculantes. Mas que capacidade tem uma Suprema Corte para julgar tais assuntos, enquanto um de seus mais experientes ministros possuem comportamentos racistas? O Supremo não pode deixar isto impune. Num país como o nosso onde a maioria da população negra ainda é messacrada pelas desigualdades sociais por conta de uma mentalidade racista não superada, é inadimissível que um Ministro que defende nossa Carta Constitucional(que condena tais atitudes), permaneça neste cargo, uma vez que naquele momento ele esuqeceu de todos os princípios existentes na Constituição Brasileira.

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